O que você faria se não tivesse medo?

15 jul

Essa foi uma das perguntas que me deparei quando alguns anos atrás comecei a estudar sobre o processo de coaching. Dentro das ferramentas utilizadas pelo coaching existem as “perguntas poderosas” e o título deste post é considerado uma delas. “O que você faria se não tivesse medo?” Você já pensou sobre isso? Se em uma situação específica de sua vida, seja na área que for, onde você precisasse tomar uma decisão ou sair da sua zona de conforto, arriscar, dar um passo rumo ao desconhecido, o que você faria se o medo não fosse um dos componentes da química do momento? Interessante perceber o quanto o medo pode ser uma barreira na subida dos degraus da vida e da carreira, podendo até paralisar nosso potencial.

Um exemplo vivenciado por um dos meus clientes corporativos foi a decisão que ele precisava tomar em sua carreira que envolvia uma mudança de cidade com um deslocamento lateral na sua posição/cargo na empresa para só depois receber a promoção desejada. Quando lhe perguntei o que ele decidiria se não tivesse medo, a resposta de bate pronto foi: “eu iria”. Pudemos também pontuar no papel todos os medos relacionados ao fato de ele não conseguir decidir se iria ou não. E eu pude constatar na prática o quanto esta é de fato uma perguntinha poderosa.

Dizem que o maior medo do ser-humano é o medo da morte. Entre os dez maiores também estão o medo de falar em público, o medo de ficar sozinho, o medo de perder pessoas importantes. Você tem consciência sobre os seus medos e o quanto eles te paralisam ou impulsionam? Eu por exemplo morro de medo de avião. Mesmo meu marido trabalhando na aviação e usando todo o discurso e estatísticas para me mostrar o quanto é seguro, não diminui meu medo, apenas ajuda-me a enfrentá-lo. O fato de eu ter família em diferentes cidades e trabalhar como consultora organizacional onde a maior parte dos projetos envolvem treinamentos nas diversas sedes das empresas, fazem com que eu precise viajar muito. E eu tenho para mim que jamais me privarei de um trabalho ou passeio por não querer enfrentar o medo de voar. Então me preparo, encaro e vou. Não deixando o medo me dominar nem ficando à mercê dele, mas coloco-me no controle exercitando o domínio próprio.

Sem dúvida os medos são também uma reação protetora e saudável do ser-humano, necessários para não nos expôrmos a situações de risco real, no entanto, vale o ganho de auto-consciência para identificarmos tudo aquilo que não tem nos ajudado a chegar onde queremos e os medos muitas vezes ocupam, neste âmbito, infelizmente, o papel principal.

Aprendendo a dizer NÃO…

9 jun

O “não” já é por si só uma palavrinha intimidante. Dizem os pesquisadores que durante a infância para cada “sim” que recebemos de nossos pais , ou dos adultos que conosco convivem, recebemos outros quatro “nãos”. É desproporcional e na maior parte das vezes acabamos por criar e levar para a vida um conceito negativo do “não” (ainda que essa frase soe estranha, rs). No entanto, já é de senso comum que os “nãos” recebidos na infância são essenciais para nos deparar com os limites naturais da vida e permitir que aprendamos a lidar com as frustrações. Os estudos da depressão na vida adulta muitas vezes a associam com a falta de limites na infância e adolescência.

O “não” pode ser extremamente positivo e quase que fundamental para que possamos alcançar uma melhor qualidade de vida. Os especialistas da “Gestão de Tempo” nas empresas identificam que um dos maiores ladrões de tempo dos trabalhadores é a incapacidade de dizer não para pessoas e atividades que não estão relacionadas com os objetivos profissionais de cada um.

Parece que o medo de dizer “não” está associado com um medo de desagradar ao outro. Podemos até identificar que aquela atividade, aquele programa, passeio, reunião, e-mail, etc, não irá agregar, mas mesmo assim, passamos por cima de nós mesmos e dizemos “sim”, encaixamos em nossa agenda para manter nossa boa imagem para o outro. Assim, tiramos o foco de nossas prioridades, perdemos energia e deixamos de estar mais perto da onde queremos chegar, seja em qual área da vida for. Uma área interessante em que a dificuldade de dizer “não” aparece com muita frequência é a amorosa.

O desafio é ainda maior quando o “não” que precisamos dizer é para nós mesmos. Seja para um hábito maléfico, para uma determinada postura ou para um relacionamento destrutivo.

Precisamos aprender a ressignificar o “não” e torná-lo um aliado que otimize e potencialize nossas rotinas e relações.

Pensamentos Sabotadores

18 mai

Na semana passada ministrei um treinamento sobre liderança e um dos temas que mais marcou os participantes foi esse. Os pensamentos sabotadores são bem trabalhados no coaching e em um processo de psicoterapia, na medida em que a pessoa vai aumentando seu nível de autoconhecimento, facilmente eles aparecem. Esses dias meu marido iniciou um processo de reeducação alimentar com uma nutricionista e logo na primeira sessão ela deu a dica: “Cuidado com os pensamentos sabotadores”. É um tema que volta e meia aparece…

Pensamentos sabotadores são aqueles pensamentos que, mesmo sem percebermos, impedem a gente de avançar na direção de algo melhor; seja uma mudança de hábito, uma conquista, uma meta. Por exemplo aqueles típicos: “eu não sou capaz de…”, “agora é tarde para…”, isso não é pra mim”, “sou assim mesmo não vou mudar”, “se eu tivesse dinheiro eu faria diferente”, “não sou tão bom quanto…” e tantos outros cheios de crenças capazes de limitar o nosso potencial.

É como a famosa história do elefante amarrado desde pequeno na cordinha. Ele tenta se soltar 1, 2, 3 vezes e não consegue, parando assim de tentar. Quando adulto, com toda a força que possui, se for amarrado à corda permanece obediente, sem tentar se soltar, pois aprendeu um dia quando pequeno que não conseguia.

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Os pensamentos sabotadores são crenças que aprendemos no passado e se enraízam na nossa mente. Não temos consciência deles mas eles têm um poder imenso sobre nós. Se levarmos em conta que nossos pensamentos influenciam também aquilo que sentimos, isso se torna ainda mais relevante. Sentimentos de baixa autoestima, desmotivação, falta de autoconfiança e coragem podem existir também em decorrência da existência de pensamentos sabotadores. Nossos pensamentos revelam muito sobre quem somos.

Para transformar os pensamentos sabotadores é preciso primeiro ganhar consciência deles. Na clínica utilizo uma ferramenta que chamo de gráfico de pensamentos. É como se fosse um diário dos pensamentos, ajudando o paciente a estar consciente do que passa pela sua mente ao longo de um dia. Muitas vezes traz insights significativos para o processo e ajuda a identificar os lixos mentais.

Gosto muito da metáfora de nossa mente como um jardim que precisa ser cultivado. Nós somos os jardineiros… as ervas daninhas, os pensamentos sabotadores e o que torna o jardim bonito é justamente aquilo capaz de trazer saúde para nossa mente.

Aprender a dominar um pouco mais nossos pensamentos é uma das formas de passar pelo processo de alfabetização emocional.

“Não podemos impedir que os pássaros voem sobre a nossa cabeça, mas podemos impedir que eles façam ninho.”  Lutero.

 

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Ainda sobre o tema MUDANÇAS…

6 abr

Ainda sobre o tema MUDANÇAS...

Na semana que passou atendi dois pacientes específicos que retroalimentaram em mim a reflexão sobre esse tema. Um deles está em processo comigo há menos de um ano e o outro há mais de dois. O que me chama a atenção nos dois casos é a profundidade com que ambos mergulharam no seu processo de autoconhecimento e o impacto positivo que as consequentes mudanças têm gerado nas suas vidas. Cada um no seu timing (e precisa ser). Não que isso não seja frequente dentro das quatro paredes de um consultório psicológico, ainda que seja possível não ser, mas sou eu que, graças a Deus, continuo, mesmo depois de tantos anos trabalhando nessa área, maravilhando-me com a capacidade de mudança e superação do ser-humano.
Mas tem gente que não acredita que as pessoas mudam. Eu mesma conheço alguns que são quase que radicalmente céticos em relação ao processo de mudança e melhoria do ser-humano. E de fato, naturalmente vivendo, dia após dia, muito provável que não nos tornemos pessoas melhores mesmo. São muitas as distrações capazes de nos tirar do caminho do crescimento e do desenvolvimento pessoal. Todas elas atraem nossa atenção para o mundo externo, desconectando-nos de nós mesmos, de nosso interior, de nossa identidade, mantendo-nos na zona de conforto da imaturidade. Para que o processo de mudança aconteça, e reforço a palavra PROCESSO, existe um diferencial, algo que sem ele jamais alguém será capaz de mudar, de lançar mão de um velho e destrutivo hábito em busca de uma vida com mais qualidade. Para que o processo de mudança aconteça existe um primeiro imenso passo e ele só pode ser dado por aquele que é o potencial agente de mudança: o desejo de mudar. O “simples” fato de querer mudar é o diferencial no processo. A livre vontade, o famoso livre arbítrio. Sem ele, ninguém muda. Para tanto, é mais do que necessário o envolvimento de um esforço consciente na direção do querer e da consequente mudança. É esse o caminho mais eficaz e duradouro, ou pelo menos o início dele. Esse caminho passa necessariamente pelo mundo interno, pela conexão com nosso verdadeiro eu e não com a imagem daquilo que gostaríamos de ser. É lá no íntimo que encontramos, no mínimo, todos os recursos que precisamos para o processo de lapidação e, no máximo, encontramos uma força maior capaz de potencializar este processo, a força da fé, da espiritualidade, de um Deus bom. Claro que ser psicóloga e presenciar tantos casos assim ajudam a acreditar no processo de mudança do ser-humano… Não é a toa que amo meu trabalho e que me sinto privilegiada em assistir de camarote e fazer parte de processos assim.

Mudanças…

29 mar

Faz pouco mais de um ano que comecei a escrever o blog. Ele nasceu como parte de um projeto de carreira e na época eu caminhava na direção de ser uma profissional liberal. Meu consultório ia de vento em popa, os clientes de coaching se multiplicavam e tinha acabado de firmar parceria com três consultorias na área de T&D. Mas logo no primeiro mês do ano e dias depois de lançar o blog: mudanças… recebi uma proposta irrecusável de ingressar o time de Recursos Humanos de uma das maiores companhias de bebidas do mundo e para trabalhar justamente na área que sou apaixonada: treinamento e desenvolvimento humano e organizacional. O ano não passou, voou, mas o projeto do blog fez somente seus primeiros voos. Em setembro casei-me e vieram mais mudanças… não apenas as básicas relacionadas ao casamento mas também a transferência de meu marido de São Paulo para sua cidade natal, Brasília. Mais mudanças… de cidade para ele e, seis meses depois, também para mim. Após um ano puxadíssimo, realizando sonhos profissionais e pessoais, comecei a fechar o ciclo São Paulo e colocar energia no ciclo Brasília. Era o momento de deixar essas conquistas para trás e ir atrás do que me aguardava na capital federal. E é como eu sempre digo…  esse negócio de abrir-se e investir “energia” (ou seja: tempo, dedicação, fé, ir inteira, de cabeça, com gratidão) realmente funciona!! Oportunidades já começaram a aparecer antes mesmo da minha mudança. Em parceria com o Instituto Mazini comecei ainda em 2013 a atuar com Coaching e Treinamento em grandes empresas aqui em Brasília, onde continuo desde então. Coincidência ou não, o tema que mais tem me chamado a atenção no meio corporativo brasiliense é justamente este: Mudanças. O ritmo acelerado com que as mudanças acontecem nas empresas não é exclusivo de cidades como São Paulo, mas sim faz parte do contexto de um mundo globalizado, tecnológico e altamente competitivo. Hoje você é coordenador de uma área e amanhã de outra. Sua baia hoje é aqui e amanhã ali. Um dia seu chefe é o João e no dia seguinte, o Pedro. Num dia seu turno é de noite e no outro de manhã. Num dia seu par é seu par e no outro se torna seu gerente. Num dia sua empresa pertence ao grupo x e no outro ao y.  Cabe a mim e a você construirmos recursos internos capazes de nos adaptar a um mundo constantemente mutável, desenvolvermos resiliência e outras competências que nos tornem mais camaleões e menos frágeis em contextos assim. Mudanças para mim são desafios e naturalmente me motivam e energizam a ir com mais força em busca do que eu quero, fazer o meu trabalho bem feito e continuar ressignificando cada vez de forma mais positiva minha vida, minha carreira.

“Crescimento e Desenvolvimento”– é o que os colaboradores querem!

18 out

O investimento no crescimento e no desenvolvimento do colaborador são, em primeiríssimo lugar, os fatores responsáveis pelo alto nível de satisfação em relação às empresas. Foi esse o resultado da pesquisa realizada neste ano pela consultoria GPTW (Great Place to Work) com 1.095 empresas. Interessante perceber que “Salário” apareceu somente em 4º lugar.

Parece que no mundo em que vivemos precisamos nos sentir em constante evolução. A possibilidade do aprendizado torna-se, neste contexto, o grande motivador no dia a dia do trabalho. Quando a possibilidade de aprender cessa, o interesse pela empresa também.

E para investir no crescimento e desenvolvimento dos seus colaboradores a empresa pode adotar uma série de estratégias. O alto investimento em treinamentos aparece em todas as empresas consideradas como as melhores para se trabalhar no país. Os treinamentos técnicos ou mais focados no comportamento do líder ou das equipes estão entre os principais projetos das áreas de desenvolvimento organizacional.

Além dos treinamentos, os investimentos em cursos, congressos, MBAs, também são estratégias muito comuns que as empresas se utilizam para desenvolver os colaboradores.

Mais recentemente disparou o investimento em coaching, nas suas mais variadas versões, ajudando o colaborador a estabelecer metas de desenvolvimento profissional e desenvolver competências que o possibilite galgar novos degraus na carreira. Os programas de mentoring e couseling também ganham espaço, permitindo aos profissionais mais sêniors compartilharem suas experiências. Participar de equipes multifuncionais, grupos de trabalho e projetos fora de sua área principal, também são formas indicadas na pesquisa para a empresa estimular o desenvolvimento dos seus colaboradores mantendo alto o nível de satisfação das equipes e fazer das empresas um ótimo lugar para se trabalhar!

Fonte: Revista Época
http://epoca.globo.com/vida/vida-util/carreira/noticia/2013/09/manter-um-botimo-lugarb-para-trabalhar-custa-pouco-e-gera-beneficios.html”

Lançamento do meu livro: Geração Canguru, Ninho Cheio!

11 ago

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Enfim, está chegando o dia!

Foram quase 10 anos de pesquisa e exatos 9 meses sendo gerido na Editora para, no próximo dia 22 de agosto, quinta-feira, na Livraria SARAIVA do SHOPPING HIGIENÓPOLIS, nascer meu primeiro livro exclusivo!

Será um prazer imenso ter a sua presença lá comigo compartilhando deste momento! Estaremos por lá a partir das 19h!

O livro trata do atual fenômeno do Ninho Cheio, ou seja, dos filhos adultos que moram na casa dos pais, também chamados de GERAÇÃO CANGURU. Em parte, é baseado em minha pesquisa de mestrado onde abordei principalmente o contexto dos pais destes filhos cangurus, mas o livro também traz os aspectos atuais da transição para a vida adulta, as ressonâncias com a Geração Y, a conjugalidade do casal de pais cangurus, as finanças da família canguru, o filho bumerangue, ou seja, aquele que saiu e voltou da casa dos pais e ainda: a saída de casa do filho canguru. Além disso o livro também analisa o caso de uma família canguru em terapia e traz reflexões e dicas para os integrantes desta família!

O livro tem o prefácio de Ceneide O. Cerveny além da participação especial de amigas e colegas que tanto admiro como: Vanessa Cardoso, Andreza Manfredini, Gabriela Azevedo, Madalena Molochenco e da super top Maria Teresa Maldonado.

Aguardo vocês lá!

Abraços,

Mariana.

 

 

 

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