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Ainda sobre o tema MUDANÇAS…

6 abr

Ainda sobre o tema MUDANÇAS...

Na semana que passou atendi dois pacientes específicos que retroalimentaram em mim a reflexão sobre esse tema. Um deles está em processo comigo há menos de um ano e o outro há mais de dois. O que me chama a atenção nos dois casos é a profundidade com que ambos mergulharam no seu processo de autoconhecimento e o impacto positivo que as consequentes mudanças têm gerado nas suas vidas. Cada um no seu timing (e precisa ser). Não que isso não seja frequente dentro das quatro paredes de um consultório psicológico, ainda que seja possível não ser, mas sou eu que, graças a Deus, continuo, mesmo depois de tantos anos trabalhando nessa área, maravilhando-me com a capacidade de mudança e superação do ser-humano.
Mas tem gente que não acredita que as pessoas mudam. Eu mesma conheço alguns que são quase que radicalmente céticos em relação ao processo de mudança e melhoria do ser-humano. E de fato, naturalmente vivendo, dia após dia, muito provável que não nos tornemos pessoas melhores mesmo. São muitas as distrações capazes de nos tirar do caminho do crescimento e do desenvolvimento pessoal. Todas elas atraem nossa atenção para o mundo externo, desconectando-nos de nós mesmos, de nosso interior, de nossa identidade, mantendo-nos na zona de conforto da imaturidade. Para que o processo de mudança aconteça, e reforço a palavra PROCESSO, existe um diferencial, algo que sem ele jamais alguém será capaz de mudar, de lançar mão de um velho e destrutivo hábito em busca de uma vida com mais qualidade. Para que o processo de mudança aconteça existe um primeiro imenso passo e ele só pode ser dado por aquele que é o potencial agente de mudança: o desejo de mudar. O “simples” fato de querer mudar é o diferencial no processo. A livre vontade, o famoso livre arbítrio. Sem ele, ninguém muda. Para tanto, é mais do que necessário o envolvimento de um esforço consciente na direção do querer e da consequente mudança. É esse o caminho mais eficaz e duradouro, ou pelo menos o início dele. Esse caminho passa necessariamente pelo mundo interno, pela conexão com nosso verdadeiro eu e não com a imagem daquilo que gostaríamos de ser. É lá no íntimo que encontramos, no mínimo, todos os recursos que precisamos para o processo de lapidação e, no máximo, encontramos uma força maior capaz de potencializar este processo, a força da fé, da espiritualidade, de um Deus bom. Claro que ser psicóloga e presenciar tantos casos assim ajudam a acreditar no processo de mudança do ser-humano… Não é a toa que amo meu trabalho e que me sinto privilegiada em assistir de camarote e fazer parte de processos assim.

Mudanças…

29 mar

Faz pouco mais de um ano que comecei a escrever o blog. Ele nasceu como parte de um projeto de carreira e na época eu caminhava na direção de ser uma profissional liberal. Meu consultório ia de vento em popa, os clientes de coaching se multiplicavam e tinha acabado de firmar parceria com três consultorias na área de T&D. Mas logo no primeiro mês do ano e dias depois de lançar o blog: mudanças… recebi uma proposta irrecusável de ingressar o time de Recursos Humanos de uma das maiores companhias de bebidas do mundo e para trabalhar justamente na área que sou apaixonada: treinamento e desenvolvimento humano e organizacional. O ano não passou, voou, mas o projeto do blog fez somente seus primeiros voos. Em setembro casei-me e vieram mais mudanças… não apenas as básicas relacionadas ao casamento mas também a transferência de meu marido de São Paulo para sua cidade natal, Brasília. Mais mudanças… de cidade para ele e, seis meses depois, também para mim. Após um ano puxadíssimo, realizando sonhos profissionais e pessoais, comecei a fechar o ciclo São Paulo e colocar energia no ciclo Brasília. Era o momento de deixar essas conquistas para trás e ir atrás do que me aguardava na capital federal. E é como eu sempre digo…  esse negócio de abrir-se e investir “energia” (ou seja: tempo, dedicação, fé, ir inteira, de cabeça, com gratidão) realmente funciona!! Oportunidades já começaram a aparecer antes mesmo da minha mudança. Em parceria com o Instituto Mazini comecei ainda em 2013 a atuar com Coaching e Treinamento em grandes empresas aqui em Brasília, onde continuo desde então. Coincidência ou não, o tema que mais tem me chamado a atenção no meio corporativo brasiliense é justamente este: Mudanças. O ritmo acelerado com que as mudanças acontecem nas empresas não é exclusivo de cidades como São Paulo, mas sim faz parte do contexto de um mundo globalizado, tecnológico e altamente competitivo. Hoje você é coordenador de uma área e amanhã de outra. Sua baia hoje é aqui e amanhã ali. Um dia seu chefe é o João e no dia seguinte, o Pedro. Num dia seu turno é de noite e no outro de manhã. Num dia seu par é seu par e no outro se torna seu gerente. Num dia sua empresa pertence ao grupo x e no outro ao y.  Cabe a mim e a você construirmos recursos internos capazes de nos adaptar a um mundo constantemente mutável, desenvolvermos resiliência e outras competências que nos tornem mais camaleões e menos frágeis em contextos assim. Mudanças para mim são desafios e naturalmente me motivam e energizam a ir com mais força em busca do que eu quero, fazer o meu trabalho bem feito e continuar ressignificando cada vez de forma mais positiva minha vida, minha carreira.

“Crescimento e Desenvolvimento”– é o que os colaboradores querem!

18 out

O investimento no crescimento e no desenvolvimento do colaborador são, em primeiríssimo lugar, os fatores responsáveis pelo alto nível de satisfação em relação às empresas. Foi esse o resultado da pesquisa realizada neste ano pela consultoria GPTW (Great Place to Work) com 1.095 empresas. Interessante perceber que “Salário” apareceu somente em 4º lugar.

Parece que no mundo em que vivemos precisamos nos sentir em constante evolução. A possibilidade do aprendizado torna-se, neste contexto, o grande motivador no dia a dia do trabalho. Quando a possibilidade de aprender cessa, o interesse pela empresa também.

E para investir no crescimento e desenvolvimento dos seus colaboradores a empresa pode adotar uma série de estratégias. O alto investimento em treinamentos aparece em todas as empresas consideradas como as melhores para se trabalhar no país. Os treinamentos técnicos ou mais focados no comportamento do líder ou das equipes estão entre os principais projetos das áreas de desenvolvimento organizacional.

Além dos treinamentos, os investimentos em cursos, congressos, MBAs, também são estratégias muito comuns que as empresas se utilizam para desenvolver os colaboradores.

Mais recentemente disparou o investimento em coaching, nas suas mais variadas versões, ajudando o colaborador a estabelecer metas de desenvolvimento profissional e desenvolver competências que o possibilite galgar novos degraus na carreira. Os programas de mentoring e couseling também ganham espaço, permitindo aos profissionais mais sêniors compartilharem suas experiências. Participar de equipes multifuncionais, grupos de trabalho e projetos fora de sua área principal, também são formas indicadas na pesquisa para a empresa estimular o desenvolvimento dos seus colaboradores mantendo alto o nível de satisfação das equipes e fazer das empresas um ótimo lugar para se trabalhar!

Fonte: Revista Época
http://epoca.globo.com/vida/vida-util/carreira/noticia/2013/09/manter-um-botimo-lugarb-para-trabalhar-custa-pouco-e-gera-beneficios.html”

Lançamento do meu livro: Geração Canguru, Ninho Cheio!

11 ago

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Enfim, está chegando o dia!

Foram quase 10 anos de pesquisa e exatos 9 meses sendo gerido na Editora para, no próximo dia 22 de agosto, quinta-feira, na Livraria SARAIVA do SHOPPING HIGIENÓPOLIS, nascer meu primeiro livro exclusivo!

Será um prazer imenso ter a sua presença lá comigo compartilhando deste momento! Estaremos por lá a partir das 19h!

O livro trata do atual fenômeno do Ninho Cheio, ou seja, dos filhos adultos que moram na casa dos pais, também chamados de GERAÇÃO CANGURU. Em parte, é baseado em minha pesquisa de mestrado onde abordei principalmente o contexto dos pais destes filhos cangurus, mas o livro também traz os aspectos atuais da transição para a vida adulta, as ressonâncias com a Geração Y, a conjugalidade do casal de pais cangurus, as finanças da família canguru, o filho bumerangue, ou seja, aquele que saiu e voltou da casa dos pais e ainda: a saída de casa do filho canguru. Além disso o livro também analisa o caso de uma família canguru em terapia e traz reflexões e dicas para os integrantes desta família!

O livro tem o prefácio de Ceneide O. Cerveny além da participação especial de amigas e colegas que tanto admiro como: Vanessa Cardoso, Andreza Manfredini, Gabriela Azevedo, Madalena Molochenco e da super top Maria Teresa Maldonado.

Aguardo vocês lá!

Abraços,

Mariana.

 

 

 

Uma experiência na Conferência Internacional de Treinamento e Desenvolvimento…

9 jun

O post que segue foi escrito pela Gabi, minha amiga e colega que acabou de chegar do maior congresso internacional de Treinamento e Desenvolvimento. Pedi para ela contar um pouquinho o que vivenciou por lá…

Aconteceu em Dallas, de 18 a 22 de Maio, a Conferência Internacional de Treinamento e Desenvolvimento promovida pela ASTD (American Society for Training and Development). A frequência é anual mas esta foi a primeira vez que participei e fiquei realmente impressionada com a grandiosidade e organização do evento. Em media há 15 sessões acontecendo ao mesmo tempo, o que dificulta escolher qual delas assistir mas, ao mesmo tempo, ter tantas sessões simultaneamente garante espaço para todo mundo. Não falta lugar nas salas, porém, não há sessões vazias.

Os temas centrais esse ano foram, sem dúvida, liderança, mentoring, gestão de jovens talentos e gamification. Com destaque para a sessão da Beverly Kaye “Let them grow or see them go” e a sessão do Chip Bell “Mentoring for Leadership”.  Ambos prestigiados consultores Americanos que fariam valer o congresso, caso já não estivesse valendo.

Seguem links de suas homepage:

Beverly Kaye www.careersystemsintl.com

Chip Bell www.chipbell.com

As sessões não tem tradução simultânea para o espanhol, muito menos para o português. As traduções são somente para o japonês, chinês e coreano. Assim, dominar o inglês é fundamental para o bom aproveitamento das sessões.

Além do conteúdo de Power Point, os palestrantes muitas vezes compartilham material de apoio e distribuem livros aos participantes. São receptivos aos contatos e troca de experiência, assim, usar os 15 minutos entre uma sessão e outra para conversar com o palestrante é sempre bem proveitoso.

Mas o evento não foi só intenso em conteúdo, o networking é muito mais intenso do que poderia imaginar. Muitas sessões são interativas, favorecendo o contato com a pessoa ao seu lado. Há, inclusive, momentos exclusivos para troca de experiências e contatos. Levar muitos cartões de visitas é mandatório!

Mas o mais interessante é que até mesmo a fila para pegar um café ou um passeio pela livraria do evento já são suficientes para você conhecer alguém interessante, com cultura e experiências diferentes da sua. Foi  incrível ver como o mundo se fez presente, conheci não só americanos e brasileiros (muitos), como ingleses, árabes, egípcios,  dinamarqueses, colombianos, japoneses, chineses, russos… Sem dúvida, foi uma vivência marcante.

Recomendo a todos que trabalham com desenvolvimento busquem ter essa experiência, um bom começo já é acessar o site da ASTD: www.astd.org e se preparar para Washington em 2014!

Gabriela Azevedo é consultora da Verace Desenvolvimento Humano (www.verace.com.br). 

 

As metas e a justificativa de Montaigne

28 abr

O texto desta edição é de meu colega Luciano Sewaybricker que falará para nós sobre a importância de estabelecermos constância em nossas metas.

Para o Coaching as metas são elementos centrais para o bom andamento das sessões. “Aonde quer chegar?”, “quanto quer ganhar?”, “o que deseja conquistar?”. É a partir de uma meta bem traçada que o processo de Coaching renderá seus frutos. Mas por que essa fixação por metas? O que faz delas tão funcionais?

Ainda em meados do século XVI, o filósofo francês Montaigne escreveu que é típico do Homem ser inconstante. Hora queremos uma determinada coisa, hora queremos outra completamente oposta. Segundo o filósofo, essas inconstâncias acabam nos levando a agir de modo incoerente ao nosso discurso e a mudar da água para o vinho a qualquer instante. Ele escreveu: “(…) mudamos de vontade como muda de cor o camaleão. O que nos propomos em dado momento, mudamos em seguida e voltamos atrás, e tudo não passa de oscilação e inconstância.”

Em meio à inconstância, esquecemo-nos de objetivos anteriores e passamos a perseguir algo novo e diferente. Esse processo segue continuamente. Como consequência, deixamos de erigir algo que exija longo e árduo esforço. Construímos resultados pequeninos e espalhados por aí. E como indica Montaigne, esse seria nosso estado natural.

É sabendo dessa natureza do Homem que um bom coach vai guiar seu coachee. Deve-se retomar a meta constantemente e evitar as digressões. Não porque as digressões são ruins, mas porque elas entram no caminho de objetivos grandioso.

O coach deve saber também que, justamente pela tendência a inconstância, manter uma meta fixa e perseguí-la não é tarefa fácil. É necessário motivação para manter o esforço mesmo quando nossa inconstância bate à porta e questiona a pertinência do objetivo.

Luciano Sewaybricker é psicólogo, coach e consultor de recursos humanos. Mestre em Psicologia Organizacional na USP, atualmente faz seu doutorado sobre as perspectivas da carreira profissional. luseway@uol.com.br

Como anda o seu equilíbrio?

30 mar

Tenho feito a mim mesma esta pergunta nos últimos tempos… Muitas vezes a correria do dia a dia nos deixa a sensação de que estamos bem, realizando nossas atividades e dando conta de nossos diferentes papéis. O risco que corremos, no entanto, é negligenciar áreas importantes da nossa vida em função de outras que, em determinados momentos, exigem mais.

Há algumas semanas atrás ministrei uma aula na faculdade que leciono sobre “O Ser-Humano Integral”. Utilizando a Roda da Vida, uma ferramenta do coaching, pedi aos alunos que indicassem na roda abaixo o nível de satisfação com cada uma das dez áreas indicadas:

roda da vida
Sabendo que meus alunos são profissionais que estão se aprimorando para melhor cuidar de gente, eu gosto de trabalhar a teoria de uma perspectiva pessoal, que faça antes sentido na vida deles para, então, fazer sentido na vida daqueles que eles irão ajudar. E o interessante é que cada vez que aplico esta ferramenta percebo o tanto que tendemos ao “desequilíbrio” entre nossas diferentes áreas da vida. A saúde e a atividade física parecem estar sempre entre as TOP 3. Isto muitas vezes em função da falta de tempo ou energia que dispomos para buscar este equilíbrio.

Ouvi uma vez uma palestra na HSM com a presidente de uma grande empresa de nosso país na qual ela dizia que, na vida, somos como equilibristas de pratos. Em alguns momentos de muita sobrecarga, seja no trabalho,  ou em qualquer das áreas acima, precisamos escolher qual desses pratos deixaremos cair. Achei interessante. E esta escolha precisa ser consciente e coerente com nossos valores e crenças e baseada em nosso planejamento de vida.

Sem dúvida, para que essa roda possa girar, precisamos ser bons administradores dessas diferentes áreas. Sabendo o momento certo de privilegiar uma ou outra. E para tanto, precisamos envolver um esforço consciente nessa direção.

E você? Como anda o seu equilíbrio?

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